segunda-feira, 24 de maio de 2010

Os 23 de Dunga

Muito provavelmente, definir a Seleção Brasileira como a "Seleção do Dunga", ainda que esta seja uma frase recheada de verdades, implica em uma crítica velada, silenciosa, que na prática todos aqueles que já treinaram o scratch do Brasil tiveram que suportar: a seleção, os vinte e três convocados, não são os preferidos do povo, necessariamente.

E, realmente, nesse caso não são. Alguns nomes são efetivamente contestados, como é o caso de Doni, mas acho que o que mais chama a atenção são os nomes que ficaram de fora. Casos como os de Diego, Ronaldinho Gaúcho, Neymar, Paulo Henrique Ganso e Alex, muitas vezes incontestáveis em seus clubes mas que, na Seleção, não terão sua chance.

Aproveito essa oportunidade, então, para fazer uma reflexão. Na nossa vida cotidiana, em geral, nós respeitamos muito alguns valores, como a coerência e a lealdade. Porque esses valores não se refletem no futebol? Dunga está, com seus vinte e três convocados, sendo completamente coerente e leal àqueles que, na sua visão, lhe dedicaram esforço suficiente para poderem ir à Copa do Mundo, desejo máximo de 30 a cada 29 jogadores.

Mas no campo, o que nós queremos é o sublime, o diferente, o que é aquilo que nos representa lá fora, o futebol-arte, que estaria nos pés desses jogadores, prontamente descartados, uns sem motivo aparente (Alex), outros porque não renderam o que poderiam (Diego) e outros por serem jovens e inexperientes (Ganso e Neymar) demais.

Não estou fazendo aqui uma defesa de Dunga, não é essa minha intenção. Mas fato é que no futebol, alguns valores se invertem, nós nos tornamos completamente imediatistas e procuramos ressaltar aquilo que nos faz, lá fora, brasileiros, que é o futebol diferenciado. E que, aparentemente, Dunga não conseguirá demonstrar.

sábado, 6 de março de 2010

Adriano. O indivíduo. Por que o jogador de futebol é mais importante que a pessoa?

 
Adriano mais uma vez teve problemas pessoais. Mais uma vez. Não vou repetir toda a história aqui, acho que qualquer um que assiste televisão ou lê qualquer site de notícias já sabe (ou tem uma vaga idéia) do que aconteceu. Vou apenas propor uma pequena reflexão: quem nunca faltou ao trabalho por motivos pessoais?

As causas, honestamente, não me interessam; também não me importo de saber à quantos treinos ele falta, nem onde ele mora, ou se ele irá ou não para a Copa do Mundo. O que me interessa nisso tudo é: porquê ele é tão criticado?

Lembro que antes eu não gostava de Adriano. Principalmente quando ele jogava pelo São Paulo; parecia desinteressado, sem foco, apenas treinando e jogando como se aquilo não fosse nada demais. Como se vencer ou perder não interessasse, e como se ele pouco se importasse com tudo aquilo que acontecia em campo, ou fora dele.

Adriano era, na minha visão, um cara que não estava afim de estar lá. Ele tinha o talento, tinha o porte físico estraordinário, mas não tinha a vontade de jogar bola, simples assim. E jogava, insistia, por não saber fazer outra coisa, ou - prefiro acreditar nisso - por não querer fazer outra coisa.

E eu nunca vi absolutamente nada de errado nisso. Não gostava porque era o meu São Paulo, o time que eu torcia fervorosamente. E só. Então, de certa forma, comemorei quando ele voltou ao Flamengo, e vibrei mais ainda quando ele voltou a jogar demais, a querer ganhar, a ter gana. Era uma alegria interna ver ele lá, jogando, querendo a bola, simplesmente porque, bom, o Adriano é um tremendo jogador.

Agora, mais uma vez, ele passa por problemas pessoais. E ao contrário do que dizem, ao contrário do que foi dito e criticado, ele agiu de forma muito digna ao pedir para não jogar. O Adriano sem foco só irá atrapalhar o Flamengo; e a honestidade de ver que há algo de errado só mostra, para mim, o quanto ele amadureceu nesse tempo que se passou, entre a Internazionale e o Flamengo.

Se ele não quer treinar, problema é dele. É só Andrade não escalá-lo, mesmo porque, se ele o faz, é porque acha o Flamengo melhor com ele do que sem ele. A verdade é dura, mas é essa: o justo é tratar os desiguais desigualmente e, pombas, tecnicamente o Adriano destoa de todos os outros jogadores que atuam no Brasil. Perde-se o jogo coletivo, mas se compensa com talento. A partir do momento em que não compensar mais, ele provavelmente sairá do time. Porque por melhor que o cara seja, algumas coisas acabam injustificáveis.

Simplesmente forçá-lo a jogar, conforme defendem alguns jornalistas que acham um absurdo Adriano agir desse jeito, não vai adiantar nada. Ele não é uma máquina. Nenhum jogador é. Adriano tem problemas, e tem direito a ter problemas. Cobrá-lo por isso é um erro. Qualquer um, em qualquer outra profissão, poderia ter feito o mesmo, priorizando sua vida pessoal em detrimento da profissional na medida em que surgem problemas. Adriano não. Porque jogador de futebol é tratado como tal, sem direito a ser um humano. Sem direito a cometer erros, a não querer corrigí-los, a não mudar.

Porque Adriano pode muito bem jogar bola e continuar sendo ele mesmo. Continuar faltando nos treinos, tendo problemas familiares, bebendo, fazendo festas, ou seja lá o que for. É direito dele, e ninguém pode criticá-lo por isso. Nem exigir dele responsabilidade, ou qualquer outra coisa que o valha. Isso quem pode fazer é o Flamengo. Nós, e os jornalistas, não.

Quem nunca faltou ao trabalho por motivos pessoais que atire a primeira pedra. Eu já. E não entendo o porquê de jogadores de futebol não poderem fazê-lo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

El Pato Abondanzieri no cada vez mais Internacional...

O Internacional de Porto Alegre tem feito jús ao nome. Jorge Fossatti. D'Alessandro. Gonzalo Sorondo. Guiñazu. E, agora, Abondanzieri... (isso sem contar o Bolívar, que não é gringo mas tem apelido de desbravador da América).

Opinião sincera: El Pato nunca foi um goleiro excepcional. Sempre foi bom, teve seus momentos, mas mesmo neles derrapou bastante. Só que tem personalidade. E sorte. E, em geral, essas duas características costumam consagrar arqueiros, por mais que estes não sejam necessariamente tão talentosos.

Abondanzieri está velho. E Lauro nunca foi unanimidade. Vale a aposta, mas não sei se resolverá o problema. Dos dois, eu prefiro o ex-ponte pretano. Mas Abondanzieri pode passar a segurança que o brasileiro não conseguiu...

(uma pergunta, e só uma. Não vale a aposta em Agenor?)

Cai Muricy, nada se resolve

Não gosto do Antonio Carlos Zago. Como pessoa. Como jogador de futebol foi um bom zagueiro, como técnico é uma incógnita. Mas, a principío, nada se resolveu nesse Palmeiras em crise de confiança e de futebol.

Muricy caiu por "não conseguir dar um padrão tático à equipe", mais uma daqueles milhões de desculpas pré-prontas e que não explicam porcaria nenhuma. Porque é mentira. Muricy deu sim um padrão a equipe, um padrão que - aposto - funcionaria a médio prazo. Mas agora não interessa mais, e a impressão que eu fico é a de que, na verdade e a bem da verdade, ele não estava preparado para assumir outro clube logo após ter saído do São Paulo. Apressou as coisas, na dúvida decidiu aceitar o desafio, e se quebrou.

Não sei se Antonio Carlos estará preparado. Algumas mudanças são bem-vindas, e isso pode ser o começo para se solucionar os problemas desse time. Com o Botafogo, aparentemente, deu certo. Digo aparentemente porque campeonato carioca é que nem campeonato brasileiro de gô. Só tem cara ruim jogando.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A Crise de Armero

Não acho Armero um lateral ruim. Na verdade, como lateral ele é péssimo mas, acreditem, eu vejo ele como um ótimo ala. Repito: ótimo. E quando digo isso quero dizer que, na minha visão, ele é muito acima da maioria dos jogadores do Palmeiras, Cleiton Xavier incluso.

Antes que os palmeirenses me atirem pedras (e espero que sejam só pedras) e gritem comigo, mandando eu levá-lo ao São Paulo, vou explicar um pouco melhor o parágrafo acima. Pablo Armero não sabe marcar e nem cruzar, o que significa que ele não é e nem tem vocação para ser lateral. O colombiano é ala. E ala que não marca e nem cruza, com Muricy, é um jogador tacado no lixo.

Dito isso, vem a primeira crítica: o problema dele é de posicionamento. E isso é culpa do técnico, diga-se de passagem. Muricy não tem respeitado as principais características de Armero, mandando-o marcar dentro da área na defesa e ficar fazendo chuveirinhos no ataque. Não acho que seja por aí. O lateral colombiano é muito técnico e tem um preparo físico impressionante, então porque não colocá-lo para jogar em velocidade, cortando para dentro? Volantes é o que não faltam para cubrir suas subidas e, jogando ao lado de Cleiton Xavier, numa triangulação com Joãozinho, acho que o Palmeiras tem muito a ganhar.

Só é preciso, antes, dar a confiança necessária ao jogador, que parece estar numa crise de nervos.

Neymar e o Paulista

Às vezes, eu me sinto um chato, feio e ranzinza com relação ao futebol. Não é que eu não aprecie o futebol-arte ou qualquer coisa do gênero, mas eu ando lendo uma série de exaltações - merecidíssimas - ao futebol de Neymar e chego à conclusão de que... Estamos sendo precipitados. Mais uma vez.

Não tenho dúvidas quanto ao talento de Neymar, assim como não o tenho com relação à outro que está jogando o fino da bola mas é menos lembrado, Phillipe Coutinho. Os dois são Craques, com "c" maiúsculo, daqueles que dá prazer de ver jogar. Só que estamos falando do campeonato paulista onde, há não muito tempo atrás, eu estava glorificando outro jogador, que parecia fadado ao sucesso: Keirrison.

Campeonatos estaduais, em geral, tem um nível técnico muito baixo. Um jogador muito acima da média, como Neymar, deita, rola, dá a patinha e ainda finge de morto quando enfrenta adversários fracos como esses. Ele ainda não está pronto para o futebol europeu e, mesmo no âmbito nacional, ainda tem muito a crescer.

Isso não é uma crítica. Não acho a promessa santista superestimada, ou qualquer coisa do gênero, como acho que não me enganei com relação à Keirrison (cujo principal defeito, a falta de personalidade, tem sido decisivo para o fracasso - até então - de sua carreira). Apenas fica a ressalva: estamos falando do campeonato paulista. Por ora, isso é suficiente.

Feita a lembrança, vamos aproveitar o talento desse menino, vendo-o jogar. Sem ficar perdendo tempo comparando-o a Robinho, Pelé, Garrincha, ou quem quer que seja.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

André Dias e a defesa do São Paulo

Ontem, último dia de transferências para o mercado europeu, o zagueiro André Dias se foi do São Paulo. Em termos financeiros, foi uma boa. A Lazio não é mais a mesma, e já à alguns anos que estão na pindaíba, mas sempre vale a pena lembrar que 2,5 milhões de euros por um zagueiro de trinta anos é, economicamente, uma boa pedida.

O que o São Paulo perde, porém, é na qualidade defensiva. Se antes os são-paulinos babavam só de pensar um trio de zaga formado por Miranda, André Dias e Alex Silva, com André Luiz e Xandão no banco, hoje a situação mudou um pouco.

Renato Silva não sabe se fica, e não inspira a mesma segurança que os outros. André Luiz está suspenso da Libertadores por alguns jogos, e Xandão, embora seja um ótimo zagueiro, está meio cru. Acho que ano que vem sim ele vai ter condições de assumir a titularidade do tricolor paulista.

Considero essa o melhor momento para se dar chance a Bruno Uvini. Pouco se fala nele no time principal, mas seria uma experiência interessante. É muito mais talentoso que Renato Silva, e só tem a crescer. Com um elenco defensivamente reduzido, como é esse São Paulo, oportunidades de jogar não faltariam. E, assim, aos poucos, o jogador iria crescer e mostrar seu valor.

Fim de semana dos clássicos

No Corinthians, Danilo tem jogado muito. Tanto quanto, ou mais, do que se via no São Paulo, porque agora ele me parece mais disposto em campo. Mas não foi ele o fator decisivo do 1 x 0 sobre o Palmeiras. Não o único.

Felipe, o criticado Felipe, foi muito bem. Também o foi a zaga, entrosada, de anos jogados juntos. Mas o destaque, destaque mesmo fica aos pés de Jorge Henrique. O ex-botafoguense tem sido decisivo nesse começo de ano do Corinthians, puxando a responsabilidade no ataque. Ronaldo acaba atraindo atenções extras para si, assim como os outros jogadores - Danilo, Tcheco, Defederico - e tem sobrado espaço para Jorge Henrique brilhar. Até agora, tem dado certo.

O Internacional, de técnico novo mas elenco velho, também foi superior ao Grêmio de Silas. Questão de entrosamento. No Fla-Flu, o melhor desses jogos (e o único que não ficou no placar de vitória simples), destaque para Fred. E Adriano. E Vágner Love.

Em comum aos primeiros clássicos do ano foi: venceu o mais entrosado, o que teve menos reformulações de um ano para outro.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Acertando os ponteiros

Aos poucos, os clubes mineiros vêm montando um elenco respeitável para esse ano de 2010. Vou pensar um pouco em cima do time do Atlético Mineiro agora, muito por conta do último reforço da equipe, o zagueiro paraguaio Júlio César Cáceres.

A primeira coisa que me chamou a atenção foi a quantidade de estrangeiros na defesa atleticana. O gol começa com o ótimo e irregular Carini, e na zaga, que agora tem Cáceres, tinha já o equatoriano Jairo Campos (além do também paraguaio Juan Benítez) que, admito, nunca vi jogar.

Cáceres vem pelo valor de 800 mil dólares (segundo o Olé) e para uma posição que precisava de reforços. Eu não sou muito fã do futebol do paraguaio (e nem o Boca, que queria se livrar do jogador já à alguns meses), e acho que no Brasil temos pelo menos uns trinta zagueiros melhores do que ele, mas vale a tentativa.

Às vezes eu não entendo essa contratação de gringos, porque muitas vezes eles nada tem a contribuir. Uma coisa é você ir lá e trazer Tevez, D'Alessandro, eventualmente até Reasco. Outra completamente diferente é se dar ao trabalho de ir buscar Ortigoza no Paraguai ou, um caso mais extremo, Saavedra no Chile. Não faz muito sentido, já que bons jogadores é o que não falta aqui.

De qualquer modo, esse time do Atlético me parece muito mais arrumado do que outros, como Botafogo, Palmeiras ou Santos, por exemplo. Arrumado e qualificado. Para mim, Luxemburgo tem no Atlético uma chance de ouro, justamente por isso. Esse time é disparado o melhor que ele tem em mãos desde os longínquos anos de Zé Roberto, Rodrigo Souto e Cléber Santana no Santos.

No gol, o irregular Carini tem como sombra o ex-ponte pretano Aranha. Acho que os dois goleiros tem lá suas falhas, mas se pensarmos que Felipe é titular no Corinthians e ontem jogou o Deola no gol do Palmeiras, eu fico muito menos ressabiado; especialmente porque o terceiro goleiro, Renan Ribeiro, não só é muito bom como é jovem e, em um ou dois anos, deve assumir a titularidade da equipe.

Na zaga, temos os já citados Cáceres, Jairo Campos e Benítez, além de Werley, Welton Felipe e Samuel. Eu colocaria em campo como titulares os dois últimos citados, principalmente porque acho Welton Felipe um zagueiro acima da média. Mas duvido muito que Luxemburgo deixe esses três estrangeiros na reserva (desses, acho Benítez melhor que Cáceres. Jairo Campos, como eu disse antes, nunca vi jogar).

Nas laterais, Júnior deve ser titular, com Leandro fazendo sombra e, pelo flanco direito, Coelho é muito bom. No meio de campo, um losango com Carlos Alberto, Ricardinho, Correa e Renan Oliveira é de dar inveja, e no ataque Diego Tardelli faria uma boa dupla com o veloz Muriqui. Na teoria, o Galo tem tudo para dar certo. Com ou sem Obina...

Robinho e o Santos

Visando a Copa do Mundo, Robinho seguiu a maré de Fred, Nilmar, Ronaldo, Roberto Carlos e tantos outros e voltou ao Brasil. Voltou para um clube que tem laços e o vê como um filho, que saiu e agora retorna - talvez arrependido. Não pretendo entrar na onda de muitos jornalistas, que se utilizam do Robinho enquanto exemplo de jogador moleque e irresponsável, que se acha capaz de fazer o que quer e quando quer. Não penso assim, embora isso não venha ao caso.

Interessante será ver como Robinho irá se encaixar nesse Santos. O Lance fez uma boa análise, colocando o possível posicionamento do jogador como aberto pela direita. A equipe então jogaria num 4-3-3, com Brum e Mancha fazendo a dupla de volantes, Paulo Henrique Ganso armando o jogo para Robinho e Neymar, aberto como pontas, e com André fazendo o atacante centralizado.

Eu pensei da mesma forma, embora colocasse Neymar pela direita e Robinho pela esquerda. A bem da verdade, os dois jogam na mesma posição, mas acho que é algo conciliável. Wesley deve mesmo perder a vaga de titular.

O problema é que Robinho - por melhor que seja - foi um reforço que não contribui muito para o maior problema do Santos, a defesa. Vamos ver como essa equipe vai se sair no decorrer desse primeiro semestre.

O Palmeiras dos sem gols

Eu ainda acho que o Palmeiras contratou bem, muito bem, obrigado. Edinho, Márcio Araújo, Eduardo.. Nenhum desses são reforços mais ou menos, mequetrefes. Todos tem qualidade e chances de contribuir e ajudar o time.

O problema é no ataque. Conforme bem disse o PVC, Joãozinho, Anselmo e Daniel Lovinho não são opções; na verdade, eles apenas revelam a falta delas.

Vou um pouco mais longe. Robert não é jogador para o Palmeiras. É um bom atacante, sim, mas para times medianos. O Palmeiras não tem ninguém (retipo: ninguém) capaz de segurar a bronca lá na frente. Nessas horas, é sempre bom olhar um pouco mais o mercado... Porque se a defesa não toma gols, o time começa bem. Mas se o ataque não faz, a irregularidade pode transformar um time bom em medíocre. O Palmeiras da vitória magra contra o Monte Azul revelou isso. Um time que jogou bem pelas pontas, com Gabriel Silva e Figueroa, mas que não teve chegada.Nem para chutar a gol...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Humilhação


Difícil explicar as causas e os motivos de uma goleada sofrida. Depois do jogo, do baque, é muito fácil arranjar culpados: os jogadores são ruins, o time do Botafogo é limitado, Dodô é craque, o Vasco é infinitamente superior.

Não concordo com nenhuma dessas análises. Em primeiro lugar, o time do Botafogo não é sensacional, mas também não é um time para se tomar de seis de um Vasco que acabou de ser promovido.

O que impressiona é que o time do Vasco não tem toda essa bola, nem futebol para tanta euforia. Noves fora o estreante Phillipe Coutinho, que é craque, a equipe cruzmaltina tem em mãos um time limitado. Ernani e Mário Careca não passam confiança para a lateral-esquerda, não há bons zagueiros reservas, e mesmo entre os volantes Léo Gago se destaca como o melhor, o que significa - no mínimo - que os outros são de qualidade bem mediana. É um time bom e barato, com qualidade do meio para a frente, mas que não tem reservas à altura do time principal.

Foi um jogo atípico, como são todas as goleadas. Não se pode fazer análises ou prognósticos em cima disso, ainda. A princípio, o Vasco da Gama tem futebol superior. Mas nada impede que a temporada diga o contrário.