Muito provavelmente, definir a Seleção Brasileira como a "Seleção do Dunga", ainda que esta seja uma frase recheada de verdades, implica em uma crítica velada, silenciosa, que na prática todos aqueles que já treinaram o scratch do Brasil tiveram que suportar: a seleção, os vinte e três convocados, não são os preferidos do povo, necessariamente.
E, realmente, nesse caso não são. Alguns nomes são efetivamente contestados, como é o caso de Doni, mas acho que o que mais chama a atenção são os nomes que ficaram de fora. Casos como os de Diego, Ronaldinho Gaúcho, Neymar, Paulo Henrique Ganso e Alex, muitas vezes incontestáveis em seus clubes mas que, na Seleção, não terão sua chance.
Aproveito essa oportunidade, então, para fazer uma reflexão. Na nossa vida cotidiana, em geral, nós respeitamos muito alguns valores, como a coerência e a lealdade. Porque esses valores não se refletem no futebol? Dunga está, com seus vinte e três convocados, sendo completamente coerente e leal àqueles que, na sua visão, lhe dedicaram esforço suficiente para poderem ir à Copa do Mundo, desejo máximo de 30 a cada 29 jogadores.
Mas no campo, o que nós queremos é o sublime, o diferente, o que é aquilo que nos representa lá fora, o futebol-arte, que estaria nos pés desses jogadores, prontamente descartados, uns sem motivo aparente (Alex), outros porque não renderam o que poderiam (Diego) e outros por serem jovens e inexperientes (Ganso e Neymar) demais.
Não estou fazendo aqui uma defesa de Dunga, não é essa minha intenção. Mas fato é que no futebol, alguns valores se invertem, nós nos tornamos completamente imediatistas e procuramos ressaltar aquilo que nos faz, lá fora, brasileiros, que é o futebol diferenciado. E que, aparentemente, Dunga não conseguirá demonstrar.
E, realmente, nesse caso não são. Alguns nomes são efetivamente contestados, como é o caso de Doni, mas acho que o que mais chama a atenção são os nomes que ficaram de fora. Casos como os de Diego, Ronaldinho Gaúcho, Neymar, Paulo Henrique Ganso e Alex, muitas vezes incontestáveis em seus clubes mas que, na Seleção, não terão sua chance.
Aproveito essa oportunidade, então, para fazer uma reflexão. Na nossa vida cotidiana, em geral, nós respeitamos muito alguns valores, como a coerência e a lealdade. Porque esses valores não se refletem no futebol? Dunga está, com seus vinte e três convocados, sendo completamente coerente e leal àqueles que, na sua visão, lhe dedicaram esforço suficiente para poderem ir à Copa do Mundo, desejo máximo de 30 a cada 29 jogadores.
Mas no campo, o que nós queremos é o sublime, o diferente, o que é aquilo que nos representa lá fora, o futebol-arte, que estaria nos pés desses jogadores, prontamente descartados, uns sem motivo aparente (Alex), outros porque não renderam o que poderiam (Diego) e outros por serem jovens e inexperientes (Ganso e Neymar) demais.
Não estou fazendo aqui uma defesa de Dunga, não é essa minha intenção. Mas fato é que no futebol, alguns valores se invertem, nós nos tornamos completamente imediatistas e procuramos ressaltar aquilo que nos faz, lá fora, brasileiros, que é o futebol diferenciado. E que, aparentemente, Dunga não conseguirá demonstrar.



